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40º - EXPOSIÇÃO FESTA INTERNACIONAL DAS ETNIAS 2026 - 2026

Vinculado ao projeto de edital: EXPOSIÇÃO – FESTA INTERNACIONAL DAS ETNIAS – 2026

Processo: 00027/2026 | Data de entrada: 27/05/2026 | Situação atual: Aprovado
Produtor cultural: UNIÃO DAS ETNIAS DE IJUÍ

Área/Segmento cultural: CULTURAS POPULARES

Local de realização: IJUÍ

Página na Internet: https://expofestijui.com.br/


Identificação:

O presente projeto prevê a realização da EXPOSIÇÃO FESTA INTERNACIONAL DAS ETNIAS (EXPOFEST IJUÍ), no período de 09 a 19 de outubro do presente ano, no Parque de Exposições Wanderley Agostinho Burmann, na Cidade de Ijuí – RS, “Capital Nacional e Mundial das Etnias”. O Projeto, existente há 40 anos ininterruptos, ao atingir patamares de reconhecimento internacional, assumiu nova nomenclatura no ano de 2022, após ser realizado em suas 35 edições anteriores sob o nome de FESTA NACIONAL DAS CULTURAS DIVERSIFICADAS (FENADI). A EXPOSIÇÃO FESTA INTERNACIONAL DAS ETNIAS tem como propósito incorporar e ampliar o legado histórico da FENADI, realizada desde 1987. Sua nova nomenclatura foi estudada ao longo dos últimos anos e hoje resume em si sua abrangência internacional, construída ao longo de quase 4 décadas. Se trata de um evento singular, que resgata, revive e preserva costumes, tradições, danças, músicas, arquiteturas, vestimentas, gastronomias, usos e costumes dos povos que formaram o município, em sua maioria imigrantes, que chegaram em Ijuí a partir de 1890, quando iniciou o seu processo de colonização. O evento, além de valorizar as culturas dos imigrantes, prioriza anualmente a participação das etnias Guarani e kaingang, como forma de valorizar os povos originários que estiveram presentes na história do município, deixando marcas históricas em nossa geografia há mais de 7 mil anos. Desta forma, num ano tão importante, 2026 traz consigo os 40 anos do movimento étnico em Ijuí e os 30 anos da União das Etnias de Ijuí, sendo assim, duas datas que se interligam culturalmente desde suas formações. Ao longo dos últimos 130 anos, Ijuí foi citada em inúmeros estudos que retratam os idos de 1890 a 1900, como sendo a “Babel do Novo Mundo”. Não é a toa que a comunidade de Ijuí construiu um patrimônio histórico riquíssimo e, através dos centros culturais étnicos, resgatou, preservou e difundiu a cultura das etnias como um bem maior da sociedade, sendo reconhecida recentemente pelo Congresso Nacional como a Capital Nacional das Etnias e pela IOV Mundial (International Organization of Folk Art), maior instituição de Artes Populares e Folclore do Mundo, ligada à UNESCO, como Capital Mundial das Etnias. O município de Ijuí, localizado na região Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul, possui uma trajetória histórica singular no contexto da formação social e cultural do Estado. Sua constituição está diretamente associada aos processos de ocupação territorial, migrações internas e internacionais e às políticas de colonização implementadas ao longo do século XIX e início do século XX. Antes da chegada dos colonizadores europeus, a região era habitada por povos indígenas, especialmente das etnias Guarani e Kaingang, que possuíam formas próprias de organização social, espiritualidade, relação com a terra, produção de alimentos e transmissão de saberes. Esses povos deixaram marcas profundas na identidade regional, tanto no modo de ocupação do território quanto na memória cultural do município. O Estado do Rio Grande do Sul apresenta grandes dimensões geográficas e rica diversidade cultural. O Município de Ijuí, localizado na região Noroeste, foi a primeira Colônia Multiétnica da Nova República, implantada mediante projeto que envolvia inicialmente 19 etnias. Vindos de diversos países, descendentes desses povos, juntamente com os nativos, influíram na forma de trabalhar, na arquitetura, na religião, na gastronomia, no artesanato, na música, na dança, na forma de vestir e na forma de falar da população que aqui se instalara. Os primeiros tempos foram difíceis, principalmente para os imigrantes recém-chegados da Europa, Ásia, África e América do Norte, pois conheciam os encantos e desencantos de um ‘velho mundo’ consideravelmente desenvolvido e ao chegarem por estas plagas, encontraram diferenças de clima, de espaço, de paisagem e uma cultura primitiva ainda em formação. Os sonhos dos imigrantes por uma nova vida de prosperidade e benefícios ficou fadado a uma triste realidade inicial: terras desertas da população, ao meio de matas cerradas, sem estradas, sem comunicação, expostos ao isolamento, sem recursos e poucas reservas de alimentos e utensílios para vida. Nesta época, Cruz Alta e Santo Ângelo eram duas vilas em formação. Suas divisas se confundiam entre campos, rios e matas fechadas. Cruz Alta ainda vivenciava os resquícios do ciclo do Tropeirismo e Santo Ângelo ainda estava atrelada a uma triste realidade missioneira. A passagem de uma vila para outra era um sacrifício, não existia sequer uma estrada que ligasse em linha reta estas localidades. Era preciso contornar o Grande Vale do Rio Ijuhy. Assim, para encurtar a distância, que era superior a 12 léguas, o governo da Província do Rio Grande do Sul decidiu construir uma picada. A estrada aberta em meio ao mato do Vale do Rio Ijuí foi batizada de Picada Conceição e é a partir de sua implantação (1848), que ela se torna a principal rota de integração econômica, permitindo acelerar o desenvolvimento da colonização. Estas condições, até então inexistentes, impulsionaram o governo a desenvolver em Ijuí um projeto pioneiro de colonização na República. Assim, no ano de 1889 foram demarcadas mil colônias (25 hectares cada) que, no ano seguinte, passaram a ser ocupadas pelos imigrantes tidos como trabalhadores e pacíficos. Os primeiros grupos a se estabelecerem no município foram os Poloneses, Alemães e Italianos. A seguir novos grupos étnicos foram atraídos pela propaganda de terras férteis e boas condições de trabalho. A diversidade étnica passou a ser sentida. No ano seguinte, sete anos após a fundação da Colônia Ijuhy (19 de outubro de 1890), o Padre Antonio Cuber, denominava a Colônia de Ijuhy de “Babel do Novo Mundo”, ao mencionar a diversidade étnica presente na colonização local: “Nossa comunidade recebeu prazerosamente representantes de pelo menos dezenove nacionalidades, pois é esse o número de idiomas que se ouvem por aqui. Até parece a babel do novo mundo. Segundo as estatísticas oficiais, aqui se encontraram as seguintes nacionalidades: 500 polonesas, 30 lituanas, 20 rutenas, 10 tchecas, 200 alemãs, 100 austríacas, 100 italianas, 50 suecas e várias finlandesas. Além disso, aqui moram portugueses, brasileiros e seus descendentes, espanhóis, franceses, árabes, gregos, mulatos e bugres”. Os imigrantes, juntamente com os índios, nativos e caboclos, formaram uma terra de paz e harmonia, até então impossível em outras localidades. Os já considerados ‘Ijuhyenses’ foram se aquerenciando. mais e mais famílias foram chegando e o desenvolvimento foi inevitável. Em 12 de Janeiro de 1912 a então Colônia Ijuhy se emancipa de Cruz Alta e se Torna Município de Ijuhy. Os anos foram passando e as tradições trazidas nas bagagens seguiram com força em meio ao aprendizado de um novo idioma e as características de uma nova pátria. Em um de seus livros sobre a história de Ijuí, o Professor Danilo Lazarotto, principal historiador sobre a imigração de Ijuí, afirma: “A convivência pacífica entre moradores, colonos, e autoridades em um ambiente de proporções reduzidas, não foi perturbado nem mesmo pela eclosão da Primeira Guerra Mundial, que ademais, não trouxe maiores conseqüências para a população local. Porém, a emergência do Estado Novo pode ser considerada como um ponto de inferência e um divisor de águas, já que muitas dessas comunidades formadas por imigrantes estrangeiros, que insistiam em preservar seus valores de origem passaram a repensar o seu modo de vida e suas formas de expressão culturais para se adaptar à nova realidade. Pesquisas históricas realizadas desde o início da colonização comprovam que existem ao menos 50 etnias na composição da bela e rica cultura do povo ijuiense, resultado da mescla de italianos, alemães, poloneses, russos, letos, afro-descendentes, austríacos, holandeses, suecos, espanhóis, portugueses, franceses, árabes (libaneses, sírios e palestinos), lituanos, rutenos, checos, finlandeses, gregos, argentinos, belgas, guaranis (indígena), kaingangs (indígena), japoneses, judeus, norte americanos, paraguaios, suíços, ucranianos, dinamarqueses, húngaros e uruguaios. Com o objetivo de valorizar este riquíssimo patrimônio cultural de nosso município, a partir do ano de 1987 foram fundados 12 centros culturais. Juntos realizam a FENADI - Festa Nacional das Culturas Diversificadas. A partir da necessidade de organizar institucionalmente o movimento étnico, surge em 1986 a União das Etnias de Ijuí - UETI, entidade que congrega a organização individual de cada um dos centros étnicos existentes, reunindo o Centro de Cultura Herdeiros de Zumbi (afro-descendentes), o Centro Cultural 25 de Julho (alemães), a Casa de Cultura Árabe (libaneses, sírios e palestinos), o Centro Cultural Austríaco, o Centro de Cultura Espanhola, a Sociedade Cultural Holandesa, o Centro Cultural Regional Italiano, o Centro Cultural Leto, o Centro Cultural Polonês, o Centro Cultural Português, o Centro Cultural Sueco (núcleo de suecos, noruegueses, finlandeses, islandeses e dinamarqueses) e a Associação Tradicionalista Querência Gaúcha, que representa onze entidades de cultura e tradições gaúchas instaladas em nosso município. A marca principal disso é o envolvimento de mais de 5.000 pessoas, que atuam direta e indiretamente nos diversos setores de cada centro cultural, na realização da FENADI. Destes, a título exemplificativo, são aproximadamente 600 jovens distribuídos em mais de 35 grupos de danças, canto e instrumentais, somados ainda os voluntários, que se dedicam e colocam a serviço do público, testemunhando a convivência fraterna da diversidade cultural, fazendo esse evento único no país, pois cada integrante do movimento caracteriza-se de forma permanente como legítimo embaixador do nosso município. Como reconhecimento ao movimento das culturas diversificadas aqui existente – motivo de orgulho para a comunidade -, o Município de Ijuí foi agraciado com a declaração de “Terra das Culturas Diversificadas e da Colméia do Trabalho”, através da Lei no 13.304, de 1o de dezembro de 2009. A diversidade étnica tornou-se, assim, um dos principais elementos estruturantes da identidade local, sendo reconhecida tanto pela sua herança histórica, quanto como valor social, cultural e simbólico. Essa condição diferenciada levou o município a ser amplamente reconhecido como a “Terra das Culturas Diversificadas”, denominação que expressa o caráter plural de sua formação e de sua vida comunitária, posteriormente tornando-se a “Capital Nacional das Etnias”, através da Lei Nº 14.289, de 28 de dezembro de 2021, e, reconhecida como “Capital Mundial das Etnias”, título concebido pela Organização Internacional de Folclore e Artes Populares (IOV), órgão reconhecido pela Unesco. Estes reconhecimento do município de Ijuí como referência nacional em diversidade cultural confere legitimidade às iniciativas voltadas à qualificação do cenário cultural. O trabalho integrado desenvolvido, visando o resgate e a valorização da riqueza cultural dos países que representam, forma um verdadeiro mosaico cultural e constitui-se em uma pujante expressão artística, turística e cultural que caracteriza Ijuí, mediante o resgate da arquitetura típica, da culinária, das vestimentas, dos costumes, da memória e dos registros históricos, além de manifestações artístico-culturais, aprendizagem de língua estrangeira, dentre outros aspectos. Nessas quatro décadas, o movimento étnico além de estruturado, vem se aprimorando e crescendo a cada ano. A Festa Nacional das Culturas Diversificadas de Ijuí - FENADI, em especial, foi declarada integrante do Patrimônio Cultural do Estado do Rio Grande do Sul, através da Lei no 12.345, de 26 de outubro de 2005, passando a integrar o Calendário de Eventos Turísticos do RS, através da Lei no 13.500, de 3 de agosto de 2010. A Sede da União das Etnias, estruturada como um espaço de articulação, diálogo e cooperação entre as etnias, a UETI respeita as especificidades de cada grupo e promove ações conjuntas de valorização cultural. Cada uma dessas entidades que integram a União das Etnias de Ijuí desenvolve atividades próprias, como grupos de dança, corais, oficinas, exposições e ações educativas, ao mesmo tempo em que participa de iniciativas integradas promovidas. A atuação da UETI ao longo de sua trajetória caracteriza-se pelo compromisso com a salvaguarda do patrimônio cultural imaterial, entendendo-se como tal as práticas, expressões, conhecimentos e técnicas transmitidas de geração em geração e reconhecidas pelas comunidades como parte essencial de sua identidade. Nesse sentido, a entidade exerce papel fundamental na preservação da memória coletiva e na promoção do diálogo intercultural. O conceito de patrimônio cultural imaterial, amplamente difundido por organismos internacionais como a UNESCO, abrange expressões culturais vivas, tais como tradições orais, práticas sociais, rituais, festas, saberes e modos de fazer. O movimento étnico de Ijuí insere-se plenamente nessa concepção, ao manter vivas tradições herdadas dos povos que formaram o município. As ações desenvolvidas pelas etnias organizadas em Ijuí contribuem para a preservação de elementos fundamentais da diversidade cultural brasileira, reforçando valores como respeito às diferenças, convivência democrática e reconhecimento das múltiplas identidades que compõem a sociedade. A sede da União das Etnias de Ijuí emerge, nesse contexto, como resultado histórico de décadas de mobilização comunitária, diálogo institucional e amadurecimento do entendimento sobre a importância da infraestrutura cultural para a salvaguarda do patrimônio imaterial. Desde sua implantação, a sede da UETI passou a desempenhar papel central como espaço de ensaios, reuniões, formações, intercâmbios culturais, exposições e articulação entre as etnias. Com o passar dos anos, o crescimento do número de etnias participantes, a ampliação das atividades culturais e o fortalecimento dos intercâmbios regionais, nacionais e internacionais evidenciaram novos desafios estruturais. Nesse cenário, surgiram projetos voltados à qualificação, modernização e ampliação da sede da UETI, concebidos como respostas históricas às demandas acumuladas ao longo do tempo. A consolidação das iniciativas vinculadas à sede da União das Etnias de Ijuí insere-se em um contexto histórico mais amplo de fortalecimento das políticas públicas de cultura e de amadurecimento do entendimento institucional acerca da diversidade cultural como patrimônio coletivo. Nesse cenário, as expressões culturais tradicionais e as manifestações vinculadas à identidade dos povos formadores passaram a ser compreendidas como patrimônio cultural imaterial, exigindo ações contínuas de salvaguarda. Esse entendimento pressupõe não apenas a valorização simbólica das práticas culturais, mas também a criação e a qualificação de espaços físicos capazes de garantir condições adequadas para sua realização. Assim, os projetos voltados à sede da UETI emergem como respostas concretas a esse contexto, refletindo a necessidade de alinhar a infraestrutura cultural existente às novas demandas sociais, técnicas e institucionais. A sede da União das Etnias de Ijuí configura-se como um equipamento cultural de caráter estratégico, responsável por concentrar, articular e dar materialidade às práticas culturais desenvolvidas pelas etnias organizadas. O espaço assume múltiplas funções, acolhendo atividades de ensaio, formação cultural, reuniões institucionais, intercâmbios, exposições e ações educativas. A utilização contínua e diversificada do espaço evidencia sua centralidade na dinâmica cultural do município, principalmente, devido ao aumento da intensidade das atividades e a ampliação do número de usuários passaram a exigir adequações estruturais compatíveis com normas contemporâneas de segurança, acessibilidade, conforto e sustentabilidade, sem prejuízo de sua função simbólica e patrimonial. Nesse sentido, os projetos de qualificação e ampliação da sede devem ser compreendidos como processos de atualização histórica do equipamento cultural, garantindo que ele permaneça apto a cumprir seu papel social e cultural diante das transformações do tempo. Atualmente, passados mais de 13 décadas desde sua fundação, Ijuí possui registros de 50 etnias em seu processo de formação cultural. Destaca-se ainda que, nos últimos anos, através de uma dedicação expressiva do Departamento Cultural da União das Etnias, com o apoio da Universidade de Ijuí, foram “reveladas” a presença de descendentes de Jordanianos, Ingleses, Haitianos, Egípcios, Senegaleses, Cubanos, Chineses, Colombianos, Kuwaitianos, Boémios, Venezuelanos e Escoceses. As 50 etnias são: Alemães, Angolanos (afrodescendentes de origem Banta), Argentinos, Austríacos, Bascos, Belgas, Boémios, Chineses, Ciganos, Colombianos, Congoleses (afro- descendentes de origem Banta), Cubanos, Dinamarqueses, Egípcios, Escoceses, Espanhóis, Finlandeses, Franceses, Gaúchos – Brasileiros, Gregos, Guarani (indígena), Haitianos, Holandeses, Húngaros, Ingleses, Italianos, Japoneses, Jordanianos, Judeus, Kaingang (indígena), Kuwaitianos, Letos, Libaneses, Lituanos, Moçambiquenhos (afrodescendentes de origem Banta), Norte Americanos, Palestinos, Paraguaios, Poloneses, Portugueses, Russos, Rutenos, Senegaleses, Sérvios, Sírios, Suecos, Suíços, Tchecos, Ucranianos, Uruguaios, Venezuelanos. O evento originou-se nos idos de 1987, quando o município de Ijuí buscou, em suas raízes, valorizar a sua formação cultural diferenciada. Dentro de um projeto de retomada do desenvolvimento, o Município soube se reinventar, resgatando sua história e valorizando suas potencialidades. De caráter singular, ele resgata, revive e preserva costumes, tradições, danças, músicas, arquiteturas, vestimentas, gastronomias, usos e costumes dos povos que formaram o município. O Projeto EXPOSIÇÃO FESTA INTERNACIONAL DAS ETNIAS, prima pela valorização e propagação da cultura destes Centros Culturais, proporcionando ao visitante uma viagem inesquecível de puro conhecimento cultural, por meio das construções típicas de cada casa e seus respectivos artesanatos, fotografias, peças museológicas, gastronomia, teatro, canto e dança. Destacam-se os mais de 30 grupos artísticos e culturais étnicos, que se apresentam em suas Casas Típicas e no renomado Palco das Etnias e no Palco Mundo, diariamente. A EXPOFEST IJUÍ tem em seus pilares estruturantes o objetivo de incondicional de valorizar e garantir a integração de culturas locais, regionais, nacionais e internacionais, tendo nos intercâmbios realizados anualmente, a oportunidade de criação artística diversificada, desenvolvimento cultural e formação de diferentes plateias. Além disso, todas as ações baseiam-se na inclusão social e na democratização de acesso, oportunizando aos artistas, aos agentes culturais e ao público, a livre expressão de suas identidades. O evento, historicamente, possui um alcance regional reconhecido, levando a cada edição ao “Parque das Etnias”, denominado Wanderley Agostinho Burmann, uma parcela significativa da grande região que circunda Ijuí, além de turistas Brasileiros e estrangeiros. A data do evento segue, historicamente, dentro do mês de aniversário do Município, que é 19 de Outubro. Entendemos ser importante informar que o evento é ininterrupto desde a sua primeira edição há quase 4 décadas e que mesmo nos dois anos de pandemia, onde foi realizado apenas de forma virtual, demonstrou sua importância inegável à cultura étnica do país, seja pela força de não deixar a cadeia da cultura desmoronar ou pelo apoio inegável das empresas que continuaram acreditando no evento mesmo em um formato “estranho” naquele momento. Os resultados foram surpreendentes: mais de 20 milhões de pessoas alcançadas pelas redes sociais e mais de 400 mil pessoas assistindo as produções de forma on-line. Números que alicerçam a escolha para a nova nomenclatura pois houve participação de mais de 36 países de 4 continentes (América, África, Ásia e Europa). Na edição passada, o evento registrou a participação de 191.782 acessos ao parque. Além disso, o evento teve 2 dias de ingressos gratuitos. O evento registrou a entrada de mais de 45 mil acessos gratuitos por parte das etnias que formam o Movimento Étnico de Ijuí, Artistas, Expositores, Imprensa, Convidados, PCDs, Doadores de Sangue, Idosos e Estrangeiros. Ressalta-se que ingressos populares, comercializados ao preço de R$ 10,00 (dez reais) Inteiro e R$5,00 (cinco reais) Meio, em dias específicos do evento, além dos 4 dias de entrada gratuita, sempre permitiram uma robusta democratização de acesso ao evento. Na questão da inclusão social, através de inúmeras ações, as quais sempre fizeram parte de nossas propostas culturais, podemos enfatizar nosso orgulho de sermos a 1ª Instituição do Rio Grande do Sul a conquistar o Selo Prata de Acessibilidade do Estado. A União das Etnias de Ijuí (UETI) recebeu esta honraria da Fundação de Articulação e Desenvolvimento de Políticas Públicas para Pessoas com Deficiência e Pessoas com Altas Habilidades no RS (FADERS), tornando-se a primeira instituição no RS a receber essa distinção. Neste sentido a UETI sempre garantiu a inserção de intérpretes de libras em todas as programações dos palcos e transmissões pela internet. A EXPOFEST IJUÍ, vem se consolidando a cada ano pois tem criado ao longo dos anos uma cadeia de profissionais ligados à cultura, sempre valorizando produções e artistas. Além disso, o movimento das etnias de Ijuí possui aproximadamente 1200 jovens e 5000 voluntários que fazem parte dos mais de 30 grupos culturais e que encontram neste projeto da EXPOFEST IJUÍ a garantia de sustentabilidade econômica e cultural. Assim, Para a organização dos espaço culturais da EXPOFEST IJUÍ, a exemplo das edições passadas, também serão investidos recursos originários da comercialização de ingressos do evento. O valor de comercialização é estipulado através de um orçamento prévio, elaborado pela Comissão de Cultura do Evento, de acordo com as necessidades da edição. Para este ano de 2025, o montante necessário para complementar as rubricas constantes em nosso projeto é de R$ 300.000,00 (trezentos mil reais). Vale ressaltar que há uma infraestrutura muito grande a ser mantida e construída paralelamente a este MOSAICO CULTURAL dentro do parque de Exposições e que não aparece no projeto, pois faz parte de investimentos oriundos do poder Público Municipal e da União das Etnias, durante todo o ano, como: infraestruturas, pinturas, iluminação, energia elétrica, limpeza e segurança. Importante informar que a EXPOFEST IJUÍ, por entender o momento em que passa o Sistema Pró-Cultura, com recursos insuficientes para todos os projetos apresentados, buscou aumentar os recursos oriundos de outras fontes de financiamento. Se trata de um passo pequeno, mas importante para a conscientização dos proponentes quanto ao período vivido. O evento conta com o financiamento da Lei Estadual de Incentivo à Cultura, ininterruptamente, há mais de 2 décadas. Em 2025 a EXPOFEST IJUÍ obteve a melhor nota em sua categoria, resultando como 1º classificado, o que nos encheu de orgulho e compromisso. A programação da EXPOFEST IJUÍ em sua 40ª edição será financiada por 4 fontes distintas de recursos: Pró-Cultura, Lei Rouanet, Contrapartida do Município de Ijuí e Recursos de Comercialização, contemplando as seguintes apresentações e shows artísticos: GRUPOS ÉTNICOS LOCAIS: São 35 grupos que participarão da grade de programação da EXPOFEST IJUÍ, somente por parte do movimento étnico, além de 06 grupos étnicos internacionais que estão sendo convidados e terão a curadoria da UETI. Segue relação dos grupos: Grupo de Dança Afro Charme da Liberdade, Grupo de Dança Alemã Frohe Jugend, Grupo de Danças Folclóricas Sonnenstrahl, Grupo de Danças Folclóricas Enzian, Coral de Música Alemã Edelweiss, Coral de Música Alemã Die Schwalben, Grupo de Dança Folclóricas Árabes Hayat, Grupo de Dança Árabe Infantil Shans, Grupo de Dança Árabe Adolescentes, Invernada de Danças da Associação Querência gaúcha, Grupo de Dança Austríaca Lustiger Tiroler, Grupo de Dança Austríaca Tanzeruppe Wien, Grupo de Dança Austríaca Edelweiss, Grupo de Dança Espanhola Hijos Del Sol, Grupo de Dança Espanhola Los Angeles, Grupo de Dança Italiana Pimpinelli, Grupo de Dança Italiana Bel Vivere, Grupo de Dança Japonesa Junkos, Grupo de Dança Japonesa Aika, Grupo de Dança Japonesa Junko/Aika, Grupo de Dança Letã Bitites, Grupo de Dança Letã Dimants, Grupo de Dança Letã KIpari, Grupo de Dança Letã Jautrais Paris, Grupo de Dança Letã Staburags, Grupo de Dança Letã Saknes, Grupo de Dança Letã Dzintares, Grupo de Dança Letã Saulite, Grupo De Dança Polonesa Mazurka, Grupo De Dança Polonesa Krakus, Grupo De Dança Polonesa Krakus, Grupo De Dança Polonesa Zgoda, Grupo de Dança Portuguesa Alma Lusa, Grupo De Dança Sueca Svenska Danser e Grupo De Dança Sueca Rida Rida Ranka. ARTISTAS LOCAIS: Carta Alta, Os Caras, Patrick Rock Band, Acid Moon, Banda Iron Prophecy, Metallica (cover), La Preza, Jair Gonçalves, Show Sertanejo Amigos, Banda Êxodo, Banda Mevam, Banda Cepam, Touch Music, Rap e Hip-Hop (artistas locais), DJs locais – Army Exército da Arte, Orquestra CEAP, Banda Desconcerto, Banda Relicário, The Persons Club, Inflamáveis, Rock Urbano, Pandora’s Box, Classe A, Grupo Dzoeira ARTISTAS REGIONAIS, NACIONAIS E INTERNACIONAIS: Banda Youngles, Banda 8 ou 80, Vera Loca, Mamonas Assassinas Cover, Banda Cover Raul Seixas, Luiz Cardoso e Grupo Sinfonia Gaúcha, Grupo de Pagode Embalô, Banda Danúbio Azul, Orquestra Ameart (Tupã), Orquestra SESI Panambi, Mariachis Porto Alegre, Cinnamon Jazz, Banda The Trinity Country, Tio Phill, Espetáculo Musical Lord Krony Freddie Verson, Arx Excelsa, Grupo Balaio de Palha, Os Futuristas, Katrina Dimanta. Destaca-se que a grande maioria dos artistas contratados são gaúchos, pois entendemos que o incentivo às produções do nosso Estado é de suma importância para o desenvolvimento da sociedade, especialmente em lugares distantes dos grandes centros, como é o caso de Ijuí, que dista 400 km da capital do RS – Porto Alegre. Por fim... Neste sentido, é preciso olhar para trás e, depois de tantos anos de sucesso deste grande projeto cultural de Ijuí, lembrar-nos que sua existência não é motivada por um sentimento saudosista ou de um simples rememorar de diversas origens. O sentido da EXPOSIÇÃO FESTA INTERNACIONAL DAS ETNIAS é a celebração de um sucesso. O sucesso daqueles que tiveram a bravura de deixar as dificuldades de seus países de origem para trás, o sucesso de pessoas e famílias que não possuíam nada além de seu desejo de uma vida melhor, mais digna e com mais oportunidades para seus filhos e, com o suor do rosto e a coragem no peito, ajudaram a construir uma nova sociedade que, embora multiétnica, soube preservar as particularidades culturais de cada povo. É, portanto, o sucesso da tolerância, do respeito à diversidade e da cooperação. Somente nesta perspectiva que conseguimos entender porque a união de povos tão diferentes, com culturas tão específicas, conseguiu gerar algo tão maravilhoso como o que vemos em Ijuí. Nosso futuro deve se pautar nesta mesma perspectiva. Como dar continuidade a este projeto com sustentabilidade. Como, a cada ano, criar o novo com base no velho. Como rejuvenescer este velho de modo a que o que sempre permaneça seja o exemplo de sucesso e abnegação de nossos pais e de cada homem e mulher que transformou uma terra inóspita em um lar... Existe uma ponte que transforma mutirões voluntários em projetos permanentes. Esta ponte é construída quando uma comunidade percebe que já não pode viver sem aquele projeto e assume sua existência como condição de sua própria identidade. Assim é a EXPOFEST IJUÍ 2026, um desafio enorme para mantermos unida e pulsante a cultura da nossa gente! Este é o desafio que o presente nos coloca. Dar continuidade a este projeto tendo a capacidade de rever permanentemente o passado com os olhos e circunstâncias do presente. É reapresentá-lo a cada ano sob um novo olhar, sob uma nova perspectiva, sob um novo desafio de futuro. Enfim, enquanto sociedade, nosso desafio coletivo é mantermos vivo este evento, não simplesmente por respeito à trajetória de nossos pais, mas pela responsabilidade que temos com o futuro de nossos filhos! Para complemento desta apresentação estão anexados documentos diversos, links de vídeos e um histórico ilustrado das últimas edições do evento.

   
Valor aprovado: R$ 350.000,00  Vigência da captação: 24/09/2026  
   
Valor captado: R$ 0,00  
Valor liberado: R$ 0,00 Prestação de contas Relatório Físico: 16/06/2027 
Valor autorizado para execução: R$ 350.000,00 Prestação de contas Relatório Financeiro: 16/06/2027 
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