RESTAURO DO CASARÃO DA SECRETARIA DA CULTURA E ECONOMIA CRIATIVA DO RIO GRANDE/RSVinculado ao projeto de edital: RESTAURO DO CASARÃO DA SECRETARIA DA CULTURA E ECONOMIA CRIATIVA DO RIO GRANDE/RS Processo: 00183/2026 | Data de entrada: 07/10/2026 | Situação atual: Aprovado Área/Segmento cultural: PATRIMONIO CULTURAL MATERIAL Local de realização: RIO GRANDE |
Identificação: O presente projeto visa oferecer uma proposta de intervenção de restauro para a cobertura do prédio DO CASARÃO DA SECRETARIA DA CULTURA E ECONOMIA CRIATIVA DO RIO GRANDE/RS, cuja situação atual é de uso parcial, visto sua cobertura estar prejudicada pela ação do tempo, não havendo solução para seu uso pleno que não seja sua completa restauração da cobertura, tal situação é decorrente de manutenções que não conseguiram alcançar a deterioração e da entrada abundante de água das chuvas advinda do grande volume de chuvas de 2024, que foi resultante das catástrofes climáticas das quais foi advindo o Decreto 20.807/2024, declarando o estado de calamidade pública no Município de Rio Grande pelo evento adverso de Chuvas Intensas. Trata-se de um casarão tombado pelo município, sendo um dos últimos exemplares da arquitetura doméstica teuto-brasileira em Rio Grande, onde está instalada a Secretaria da Cultura e Economia Criativa do Rio Grande/RS. O imóvel carrega uma parte importante da história da cidade: O palacete foi construído para ser a residência do comerciante Kurt Fraeb, filho de Charles Fraeb, e sua noiva Irmgard Bromberg, filha de Fernando Bromberg. A casa foi presente de casamento de Fernando Bromberg aos noivos, que na época era dono da firma Bromberg e Cia. Sua construção iniciouse, aparentemente, em 1924 e findou em 1928. No entanto, o casal nunca habitou o imóvel. Conta-se que a noiva não gostou da casa, recusando-se a viver nela (Thiesen, informação oral). Além disto, o casal mudou-se para o Rio de Janeiro logo após o casamento, onde fixou residência. A casa ficou fechada por um ano, até que Waldemar Thiesen, então funcionário da empresa Fraeb & Cia., noivo de Heloisa Palmeiro Lopes, decidiu comprá-la, em 1929. O casal foi residir ali após seu casamento, em 1930. A família Thiesen ocupou a residência até o ano de 1982. O palacete com traços germânicos, projetado pelo mesmo arquiteto que realizou o Clube Germânia de Rio Grande, está preservado até os dias de hoje, tendo sofrido poucas alterações que foram realizadas tanto na época da ocupação da família Thiesen, quanto depois, ocupada pela família Iguatemi, posterior proprietária, e, ao final foi comprada pela Prefeitura Municipal do Rio Grande/RS visando seu uso em prol do município como prédio público, estando, como antes citado, em uso como Secretaria da Cultura e Economia Criativa do Rio Grande/RS. Trata de local para gestão e políticas em prol das atividades pertinentes à área da cultura e economia criativa, cuja casa é um importante patrimônio material do município. A sanidade das patologias da cobertura do presente prédio histórico é urgente, visando garantir seu uso público possa voltar à plenitude e segurança. O presente prédio histórico é de propriedade do Município do Rio Grande/RS, com tombamento municipal pelo DECRETO N* 15.069 DE 29 DE NOVEMBRO DE 2017 DO MUNICÍPIO DO RIO GRANDE/RS. Sendo assim, neste projeto, visa-se a contenção de preocupantes deteriorações do prédio via restauros da cobertura do bem histórico municipal. O presente projeto é possuidor de plano de educação patrimonial elaborado e executado pelo IPHAN especificamente para o mesmo e com aceite e fornecimento das ações propostas, objetivos, público-alvo e demais considerações pelo IPHAN em sua declaração de proposta para a educação patrimonial do presente projeto (entre os anexos), contando com visitas guiadas ao canteiro de obras (realização de visitas mediadas durante a execução do restauro, direcionadas a estudantes, professores, pesquisadores e comunidade em geral, com abordagem sobre técnicas construtivas, história do edifício e processos de preservação), oficinas de educação patrimonial (desenvolvimento de oficinas temáticas voltadas a estudantes da rede pública e privada, professores da educação básica e agentes culturais e comunitários abordando conceitos de patrimônio cultural, memória, identidade e preservação), formação de educadores (realização de encontros formativos com professores da rede municipal e estadual, com disponibilização de material pedagógico voltado à inserção do patrimônio cultural no currículo escolar), produção de material educativo (elaboração de cartilhas, conteúdos digitais e sinalização interpretativa sobre o prédio, sua história, características arquitetônicas e o processo de restauro, visando democratizar o acesso à informação) e ações de difusão e comunicação (promoção de palestras, rodas de conversa e registros audiovisuais, com ampla divulgação em meios digitais e institucionais, ampliando o alcance das ações). O plano de educação patrimonial, adicionalmente ao plano a ser executado em conjunto com o IPHAN, também contará com visitas guiadas de turmas de séries iniciais de escola pública a definir do município, onde, os alunos contarão com atividades educativas sobre o projeto, assim como explicações sobre a história e características do prédio, informações a cargo da proponente do projeto e atividades educativas a cargo de empresa responsável pela parte do plano de educação patrimonial das crianças. Entre as atividades de acessibilidade estão previstas: visitação para idosos, visitação sensorial para deficientes visuais com áudio descrição, uso de impressão em 3D do prédio da Secretaria de Município da Cultura e Economia Criativa (maquete tátil), visitação com intérpretes de libras para deficientes auditivos, visitação de pessoas com deficiência intelectual com acompanhamento de profissional da área, material audiovisual final do projeto com acompanhamento de toda a obra liberado nas plataformas virtuais Youtube e Instagram com legendas. Quanto à supracitada a confecção de produto audiovisual final do projeto com a esquematização da feitura do presente restauro, a ser liberada no Youtube com legendas (dentro das regras de identidade visual Pró-Cultura RS LIC), liberadas com legenda, serão para futuras pesquisas sobre o tema, tanto da comunidade estudantil quanto de pessoas com interesse na área, servindo, também, como um dos legados do presente projeto. SOLICITAMOS, COMO PRIMEIRO ANEXO A SER ANALISADO, O ANEXO ´´ 1- TUDO SOBRE O PROJETO´´. Vale ressaltar que o anexo ´´TUDO SOBRE O PROJETO´´ complementa as informações do mesmo e de seus anexos gerais e obrigatórios do presente edital (podendo dirimir dúvidas e complementar informações dos anexos obrigatórios do edital e do guia técnico do IPHAE), conta a história do prédio, sua evolução no tempo, fala de sua economicidade, educação patrimonial, acessibilidade, situação do prédio, declarações do poder público e sociedade civil e etc. ABAIXO, LINK DO DRIVE COM OS ARQUIVOS COMPONENTES DOS ANEXOS DO PRESENTE PROJETO, EM MELHOR QUALIDADE E NUMERADOS POR PASTAS RELATIVAS A CADA ANEXO: https://drive.google.com/drive/folders/16-HdISA87l7--6N9r0UspHoXeAq3LnbT?usp=drive_link |